A vitória da Alemanha na Copa do Mundo de 2014 (aquela-que-não-deve-ser-nomeada e que todo brasileiro sonha em esquecer) foi muito impulsionada pelo Big Data, que atuou quase que como um 12º jogador na seleção campeã. Desde então a expectativa em torno da tecnologia de dados para a Copa da Rússia era tremenda, e essa tinha a promessa de ser a Copa mais conectada e analisada de todos os tempos. E foi. Não só as seleções se prepararam previamente com o auxílio das ferramentas de Big Data, a exemplo da campeã anterior, como a tecnologia também foi amplamente utilizada durante a competição.

E aí, ficou curioso e quer saber mais sobre a relação do Big Data com a última Copa? Então acompanha o post de hoje! 

EPTS

O buzz em torno da relação entre Big Data e futebol se tornou tão grande que a FIFA resolveu inovar em grande estilo na Copa de 2018 e, em parceria com a Victoria University, desenvolveu uma tecnologia com o objetivo de acompanhar o desempenho dos jogadores durante as partidas, aumentando a interação entre analistas de partidas e equipes de treinamento. Batizado de EPTS (Electronic Performance & Tracking Systems), cada seleção foi equipada com dois aparelhos, um para os treinadores em campo e outro para os analistas que assistem os jogos das arquibancadas, os quais eram alimentados por dados procedentes de duas câmeras que acompanhavam os movimentos dos atletas e da bola.

Esses dados então eram enviados aos analistas com apenas 30 segundos de diferença, onde era possível rever lances e avaliar o desempenho de cada jogador através de informações como velocidade, número de passes e faltas, entre outros, e assinalar que aspectos deveriam ser levados em consideração no momento dos ajustes, no intervalo. O analista ainda podia se comunicar com a equipe de treinamento por rádio e contava com o recurso de poder desenhar suas considerações e compartilhá-las com eles. Além disso, o treinador-assistente tinha um canal direto de comunicação com o analista através do chat do aplicativo. Ao final do jogo o aplicativo ainda oferecia uma análise completa do desempenho de cada seleção.

Tecnologia: aliada técnica ou inimiga do “futebol de verdade”?

Com tanta tecnologia envolvida na análise do futebol atualmente, inclusive as de caráter preditivo, algumas pessoas tendem a pensar que o futebol perdeu a magia e o fator surpresa. Ledo engano. Ao mesmo tempo em que o Big Data leva o desempenho dos atletas à sua potência máxima, ao analisar rendimento, cansaço, estresses físicos e outras variáveis, isso não quer dizer que ele consiga prever os resultados das partidas. Ele até tenta, é verdade, mas se tratam sempre de probabilidades, pois apesar da matemática ser muito útil na preparação dos atletas, o futebol não é uma ciência exata.

Por exemplo, pesquisadores da Universidade Tecnológica de Dortmund, na Alemanha, usaram uma inteligência artificial para tentar prever quem seria o campeão da Copa da Rússia, somando fatores como machine learning e métodos estatísticos tradicionais. Com uma base de dados alimentada de uma grande variedade de informações sobre as seleções participantes, a IA previu que o Brasil ganharia da França nas semifinais e iria para a final com a Alemanha, com uma segunda vitória consecutiva para os europeus.

Isso prova que, mesmo com todas as informações e com uma previsão baseada em probabilidades e estatísticas, os dados nem sempre chegam às conclusões corretas, pelo simples fato de que há variáveis humanas que eles não conseguem incluir nos cálculos. Pelo menos ainda.

 

Se você curte esportes e gostou de saber mais sobre a relação do Big Data com a Copa do Mundo de 2018, dá uma olhada nesse post sobre Como o Big Data e a Análise de Dados Mudaram os Principais Esportes do Mundo.

 

BigData Corp

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