O Big Data e suas tecnologias relacionadas não só estão revolucionando o mundo, como também criando uma série de novas atividades e profissões. Analistas, Engenheiros, Desenvolvedores, Arquitetos e Cientistas de dados são algumas delas, e cada um deles possui suas atribuições específicas na engrenagem criada para analisar e interpretar o imenso volume de dados ao qual o Big Data se refere. No entanto, por se tratar de um assunto tão recente e com características tão particulares, ainda não está claro para a maioria das pessoas o que cada profissional de dados realmente é encarregado de fazer na prática.

Para começar a desvendar esse mistério, no post de hoje nós vamos falar sobre o trabalho dos Cientistas de Dados, explicado pelos próprios cientistas. Se você também está curioso e quer saber mais sobre o assunto, é só ficar de olho aqui!

A Ciência de Dados na Prática

A verdade é que a ciência de dados é uma área bastante ampla e de múltiplas possibilidades, e os trabalhos que fazem parte dela podem variar de acordo com o setor, objetivos e negócios envolvidos. Na área de tecnologia, por exemplo, o trabalho de um cientista de dados pode consistir em: (1) desenvolver uma base de dados sólida, que permita a execução de análises de dados robustas; (2) experimentação online, para alcançar um crescimento sustentável; (3) construir condutores de machine learning e produtos de dados personalizados, que permitam a melhor compreensão do negócio e público consumidor, de forma que assim seja possível apontar as decisões mais acertadas.

Fazendo um paralelo bastante simples, assim como um jornalista pode trabalhar em uma redação de jornal, como repórter de TV ou em uma empresa como consultor de comunicação interna, um cientista de dados também pode atuar em diferentes campos, como infraestrutura, testes, machine learning e desenvolvimento de produtos de dados.

Fora do segmento tecnológico, o Data Science também tem prometido (e cumprido!) grandes progressos. É o caso da Convoy, indústria de caminhões americana, da Alluvium, que usa aprendizado de máquina e inteligência artificial para transformar enormes fluxos de dados produzidos por operações industriais em insights, e da Flatiron Health, onde a ciência de dados começou a impactar diretamente na pesquisa do câncer.

Além disso, a maioria dos Data Scientists afirma que boa parte do trabalho no dia-a-dia é realizar coleta e limpeza de dados, relatórios, dedução estatística, e ainda comunicar os resultados encontrados aos tomadores de decisões e convencê-los dos mesmos. Em geral, é bastante comum que 80% do tempo de um cientista de dados seja consumido somente no trabalho de coleta, limpeza e organização dos dados, sobrando apenas 20% para que o profissional possa se dedicar às outras tarefas.

Contudo, as principais habilidades para os cientistas de dados não são técnicas, como a capacidade de construir e usar infraestruturas de machine learning, e sim as interpessoais. As capacidades de aprender na hora, se comunicar bem e fazer bons slides em PowerPoint, por exemplo, não podem ser desprezadas, uma vez que responder a questões de negócios, explicando resultados complexos encontrados de forma compreensível para leigos é um grande desafio para os profissionais de dados.

Logo, podemos afirmar que aqueles que desejam seguir carreira nessa área devem então se concentrar menos nas técnicas e mais nos questionamentos. Enquanto técnicas são constantemente aprimoradas e substituídas, o senso crítico e as habilidades quantitativas são o que realmente fazem a profissão.

BigData Corp

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