Nós já falamos por aqui que, ao contrário do que a maioria pode pensar, as habilidades mais valorizadas em profissionais que trabalham no universo do Big Data não são as técnicas, e sim as interpessoais. Ao lidar com dados dentro de uma empresa, você está lidando com tecnologias e ferramentas desconhecidas para a maior parte das pessoas, que de modo geral não fazem a mais remota ideia do que o seu trabalho significa.

Você pode até pensar “ah, mas todas as áreas são assim”. Bom, sim e não. Todas as áreas, de fato, contam com as suas especificidades, contudo poucas são como o Big Data, um campo tão recente, complexo e deslocado da vida cotidiana, pelo menos a olho nu.

Se você ficou curioso e quer saber mais sobre como um profissional de dados pode se fazer entender enquanto todo mundo acha que ele está falando grego, fica de olho no post de hoje que nós explicamos tudo!

O Poder da Comunicação

Quando dizemos que as habilidades interpessoais são mais importantes do que as técnicas, no fundo o que queremos dizer é: de que adianta ser um ás na análise de dados, sacar tudo de filtragem, interpretação, machine learning e etc., se você não consegue explicar todas as possibilidades incríveis que encontrou a quem deve ouvi-las?

Você pode até imaginar que empresas que utilizam o Big Data são aquelas com um perfil super jovem, onde o CEO é mega antenado em tecnologia e vai entender tudo quando você gastar o seu bigdatês pra explicar aplicabilidades e resultados. Ledo engano. A realidade é muito mais difícil e é bem mais provável que você não tenha nenhuma chance de pregar para convertidos.

Empresas grandes e com perfis mais tradicionais também investem em Big Data e raramente são geridas por profissionais do ramo de tecnologia, contando normalmente com um Conselho Diretor composto por stakeholders de diversas áreas, como jurídico, contabilidade, recursos humanos, e etc. No fim das contas, são essas as pessoas que devem ser convencidas a comprar a sua ideia, e fatores como idade e ramo de atuação podem dificultar bastante a compreensão do assunto abordado.

É por isso que profissionais de dados devem desenvolver ao máximo suas habilidades de comunicação, ao ponto de conseguirem demonstrar e explicar resultados a pessoas não-técnicas. Afinal, convenhamos, você confiaria em um modelo dito altamente funcional e de desempenho promissor, sem conseguir compreender de fato como ele funciona? Como dizia uma antiga propaganda de TV, essa é a grande diferença entre feitiçaria e tecnologia: a primeira funciona como um milagre e dispensa justificativas; a segunda, não, e é exatamente por isso que é confiável.

Concluímos dizendo que para que um modelo de processamento de dados seja adotado em uma companhia, não basta ser bom, tem que parecer bom. E para parecer, alguém deve ser capaz de explicar, afinal, é natural do ser humano só confiar naquilo que se compreende. Vale lembrar ainda que as tecnologias mudam ao longo do tempo e que se às vezes já é difícil para um profissional de Big Data acompanhar todas as evoluções, imagine para um leigo?

Então, pense em você mesmo como um intérprete, que deve ser capaz de traduzir resultados e conceitos, de forma a torná-los entendíveis e atraentes para todos. Se você tem alguma pretensão de alavancar desempenhos fazendo uso das ferramentas e tecnologias de Big Data, seja em empresas privadas ou em órgãos públicos, essa é a sua única chance.

BigData Corp

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