Toda virada de ano é a mesma coisa: refletimos sobre os últimos 12 meses, nossos erros e acertos, fazemos planos e traçamos estratégias para atingir as metas estabelecidas. Dentre as mais comuns, estão as promessas de frequentar a academia e fazer refeições mais saudáveis, separar uma parte do salário para a poupança, engatar um relacionamento sério, investir naquele curso que pode ajudar a alavancar sua carreira, evitar compras por impulso que geram gastos desnecessários, entre outras. Todavia, você sabe, afinal, qual a taxa de sucesso das resoluções de ano novo? Se pela sua experiência elas sempre acabam ficando pelo caminho em algum momento, saiba que você não é o único a passar por isso.

Segundo um estudo da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos, apenas 8% das pessoas que estabelecem metas de ano novo consegue atingir seus objetivos. Com uma vida cada vez mais conectada e uma oferta de aplicativos maior a cada dia que passa, rastros das nossas resoluções são expostos o tempo todo e se transformam em dados. Além de detalharmos nossa rotina nas redes sociais, utilizamos apps para registrar nossa dieta, criando diários de alimentação que contabilizam calorias, para acompanhar nosso desempenho na prática de exercícios físicos, para controlar nossa vida financeira e descobrir com o que gastamos mais, para aprender uma nova língua, e etc.

Este ano o Par Perfeito, maior site e aplicativo de relacionamento do país, trouxe para o Brasil o Dating Sunday, fenômeno online popular nos Estados Unidos e Canadá que estabelece o primeiro domingo do ano como o dia oficial de buscar um match, embalado pelo clima das resoluções de ano novo. E a proposta não decepcionou: o ParPerfeito registrou uma alta de público bastante expressiva no dia 06/01, com aumento de 55% no número de novos usuários em relação a dezembro passado. A empresa também registrou um crescimento de 46% em relação aos primeiros domingos de janeiro dos anos anteriores, quando a campanha ainda não havia sido implantada no Brasil.

No entanto, se o uso dos aplicativos traduz nosso engajamento para atingir o resultado esperado, o abandono dos mesmos é o mais fiel retrato da desistência. Logo, quando deixamos de acessá-los e inserir informações diárias, ainda assim estamos fornecendo um dado. É isso mesmo que você está pensando: a ausência de novos dados é um dado por si só.

Segundo um levantamento feito pela Strava, uma rede social global voltada para atletas, dia 12 de janeiro é o dia em que a maior parte dos seus usuários desiste das suas metas de prática de exercícios físicos. Uma pesquisa realizada no Reino Unido, em 2015, confirma esse dado, revelando que 43% das pessoas abandonam suas resoluções de ano novo em menos de um mês e que apenas 12% de adultos britânicos obtiveram sucesso em atingir seus objetivos.

A melhor forma de utilizar os dados para criarmos resoluções de ano novo mais tangíveis é entender em que momento e por que elas são abandonadas. Pesquisas apontam que o grande vilão responsável pelo fracasso das resoluções de ano novo é o estabelecimento de metas inatingíveis, que acabam por surtir o efeito contrário e desestimular os indivíduos, antes mesmo que eles tenham tempo de se engajar para tentar alcança-las. Qual seria a solução, então? Abandonar de vez as resoluções?

Os dados nos mostram que desvincular a ideia de traçar objetivos à virada do ano é uma boa alternativa, pois alivia a pressão sobre o conceito de mudança repentina a qual as pessoas se auto submetem. Contudo, se as resoluções de ano novo são uma tradição da qual você não quer abrir mão, o melhor caminho é, ao invés de estabelecer grandes metas para o ano, mirar em pequenos objetivos em prazos mais curtos e ir evoluindo aos poucos, como forma de atingir o resultado esperado.

BigData Corp

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