Nós já falamos aqui sobre as novas leis de privacidade que estão entrando em vigor e passarão a reger os usos de Big Data e suas ferramentas. A GDPR, lei europeia que significa General Data Protection Regulation (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, em português), começou a valer em 25 de maio de 2018 para todas as empresas europeias e também para aquelas que mantêm negócios ou atuam no mercado europeu. Já a nossa LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) brasileira passa a vigorar oficialmente em pouco menos de um ano, em fevereiro de 2020. Contudo, apesar das leis beneficiarem e darem mais autonomia aos usuários, na opinião de algumas empresas elas são controversas.

Se você está por fora e quer entender essa polêmica, fica de olho no post de hoje que nós explicamos!

Legislações de privacidade são prejudiciais aos negócios?

A resposta é um definitivo e retumbante não. Com tanta novidade a caminho, é natural que essa pergunta passe pela cabeça de algumas pessoas, principalmente empresários do ramo de Big Data ou de outros setores que façam uso de suas tecnologias e ferramentas para alavancar os negócios. A hipótese de que essas leis seriam duras demais ao ponto em que seria impossível para as empresas se enquadrarem totalmente, causando o encerramento de suas atividades e, em maior escala, o fim da era dos dados, é bastante absurda.

À grosso modo, seria o mesmo que sugerir que leis de vigilância sanitária levariam ao fechamento de restaurantes e acabariam com a indústria alimentícia. No entanto, sabemos que o que elas fazem é, por exemplo, nos proteger de comer comida estragada por armazenamento em condições duvidosas.

Legislações regulamentadoras são benéficas para todos. Devemos sempre partir do princípio de que se as pessoas estão seguras, as empresas também estão. E por mais dúvida que um homem de negócios tenha sobre esse assunto, ele mesmo é um usuário de sites e aplicativos que armazenam os seus dados, logo deveria estar igualmente interessado na proteção dos mesmos e em ter garantido o seu direito de saber e decidir o que acontece com eles.

Quando essa dúvida surge de forma genuína, ela é perfeitamente compreensível e abre espaço para o debate. Entretanto, em alguns casos, ela pode ser gerada pela ganância e pela falta de ética e profissionalismo de algumas companhias. Já tivemos provas do que dados usados de forma irresponsável podem causar, vide a massificação das fake news por todo o ambiente online, que teve um papel determinante nas eleições de diversos países do mundo. Entre outras coisas, é isso que as leis de privacidade vão ajudar a combater.

 

Por fim, podemos concluir que as leis de proteção de dados vão ajudar a construir um ambiente mais seguro e justo para todos. Elas visam principalmente esclarecer as normas do jogo e equilibrar os poderes entre empresas e usuários, de forma que ambas as partes estejam conscientes do seu papel. Leis fazem parte de qualquer negócio, e todos os segmentos empresariais formais estão sujeitos a elas. Por que o de Big Data não deveria estar? No fim das contas, a legislação valoriza e reconhece quem atua de forma correta no mercado, eliminando corporações que infringem o regulamento, e, de fato, não deveriam nem existir.

BigData Corp

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