Um mapeamento da internet brasileira feito pela BigDataCorp na última semana de outubro de 2019 aponta que 85,23% dos sites no país contam com o certificado de segurança (SSL – Secure Socket Layer), que promove uma conexão segura, pois usam criptografia entre o servidor e os dados trafegados, para evitar o furto de dados durante a transação. A evolução em relação a 2018 é grande: em agosto do ano passado, mais de 40% dos sites não estavam protegidos.

“O que chama a atenção nos números que captamos no mês passado diz respeito aos apps. Eles não evoluíram no mesmo ritmo”, informa Thoran Rodrigues, CEO e fundador da BigDataCorp. Mais de um quinto deles (21,61%) não conta com essa proteção. “Isso é preocupante pois, ao contrário dos sites com SSL, que podem ser facilmente identificados, já que seus endereços aparecem um pequeno ícone de um cadeado, o consumidor não tem, à primeira vista, como saber se, ao fazer compras por aquele aplicativo, terá os seus dados capturados por terceiros durante a transação da compra eletrônica”, comenta.

Até mesmo os pequenos sites, com menos de 10 mil visitas anuais, estão melhor posicionados que os apps em termos de SSL: hoje 83,21% deles estão protegidos. O avanço nesta categoria de sites foi expressiva: há 15 meses, só 41,98% dispunham do certificado, ou seja, praticamente dobrou a participação.

O avanço do SSL entre os médios sites também é significativo: se no ano passado 62,49% estavam protegidos, hoje são 86,79%. No caso dos grandes sites – aqueles com mais de meio milhão de visitas – 4,57% ainda estão a descoberto, sem a proteção. Mas evoluíram de 62,64% com proteção em 2018 para 95,43% este ano.

“É importante ao consumidor, ao ir às compras nesta fase de liquidações on-line, ter o cuidado de verificar em quais sites a sua transação será mais segura”, recomenda Rodrigues. Ele lembra, também, que lojistas precisam ficar atentos. “Muitos compraram os seus certificados, mas se esquecem de renová-los. Por isso, hoje temos 14,29% dos sites com certificados SSL expirados”, acrescenta. “Quem não prestar atenção a este detalhe pode estar perdendo vendas junto aos consumidores mais conscientes, que checam a situação dos sites”, ressalta.

Setor público é “lanterninha”

É relevante, ainda, a grande maioria dos sites governamentais nas três esferas de poder não estarem protegidos. Pouco mais de 40% contam com o certificado. A proporção é a praticamente a mesma desde o ano passado.

Vale notar que, entre os sites que têm SSL, a principal forma de certificação (86,92%) é a de validação estendida, exatamente a mais completa. Mas a maioria dos sites (54,22%) opta mesmo pelos certificados de SSL gratuitos.

O levantamento também avaliou que hoje cerca de 700 mil serviços oferecidos no modelo de SaaS (Software as a Service) e às interfaces de programação (APis) de plataformas on-line. Aqui também três em cada dez (29,73%) não oferecem a proteção dos certificados de SSL.

 

BigData Corp

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