A imensurável quantidade de informações com que as pessoas e as empresas precisam lidar, atualmente, para uma tomada de decisão – seja uma simples compra digital ou a aprovação de um complexo projeto corporativo – exige delas cada vez mais capacidade e agilidade para interpretar, fazer conexões e extrair significado de um conjunto de números ou de textos.

É também fundamental que pessoas e empresas saibam traduzir os dados para seus interlocutores e seu público alvo, garantindo que suas mensagens sejam bem recebidas, sem risco de perder uma oportunidade de negócio, por exemplo, por falhas na abordagem das informações.

Um dos recursos que vem ganhando força para ajudar nessa tarefa é a visualização dos dados. É sabido que as pessoas têm muito mais facilidade para captar e processar comunicações visuais. Essa estratégia vem desde o século XVII, quando surgiram os primeiros gráficos e diagramas com figuras que indicavam as posições das estrelas e os mapas que “contavam” sobre as rotas de navegação e exploração.

Isso mesmo. Contar uma história por meio de dados. É exatamente esse o conceito (em inglês, chamado de data storytelling) que está por trás da técnica da visualização de dados. Na era do Big Data, não bastam as tabelas, os gráficos de barra ou pizza. É preciso apresentar as informações de forma ainda mais inteligente e criativa, para que qualquer pessoa consiga entender e se sinta engajada no raciocínio, mesmo que não seja familiarizada com números.

Outra vantagem da visualização é que uma ilustração é sempre um convite ao leitor a explorar a imagem, a descobrir o que ela quer dizer com suas metáforas. Uma boa visualização permite, por exemplo, fazer múltiplos cruzamentos de dados em uma única imagem, utilizando recursos diversos, como cores, formas, texturas. São esses elementos que também vão conduzir o leitor a “enxergar” os padrões apresentados pelos números, acompanhar o histórico das informações, descobrir as tendências.

Como fazer uma boa visualização

O estatístico norte-americano Edward Tufte costuma afirmar em suas aulas na Universidade de Yale que as melhores visualizações de dados consistem em “ideias complexas comunicadas com clareza, precisão e eficiência”. Para isso, é preciso combinar três áreas de conhecimento: a ciência de dados, a comunicação e o design.

Assim, para fazer um bom mapa visual, um dashboard dinâmico, um infográfico ou uma representação por diagrama, a partir de um banco de dados, algumas regrinhas básicas podem ser úteis:

1. Opte pela simplicidade, cuidado para não adicionar elementos desnecessários, desconectados com o conteúdo, apenas para “enfeitar”. Isso pode prejudicar o entendimento;

2. Organize os dados disponíveis para saber o que você tem a dizer, de onde quer partir e onde deseja chegar;

3. Avalie quais serão os recursos e as ferramentas necessárias para construir a visualização que você quer, com animação ou não, com interatividade ou não;

4. Faça um descritivo detalhado para o responsável por criar a imagem, apontando (se houver) a sequência dos dados e os níveis de importância das informações;

5. Depois de finalizado, submeta a visualização a uma pessoa não familiarizada com o tema para avaliar sua percepção e obter um feedback.

No fim das contas, a tecnologia avança, mas o velho chavão está mais do que atual: “uma imagem vale por mil palavras”, ou, “por mil números”.

BigData Corp

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