A Inteligência Artificial (IA) ultrapassou o universo das companhias gigantes da web ou da indústria – pioneiras em usar as combinações de dados em suas estratégias de marketing e nas linhas de produção. Agora, a IA bate à porta dos mais diversos segmentos. Na alimentação, por exemplo. Um grupo de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveu uma solução consegue gerar um produto completo a partir de uma lista de instruções. A ideia era aplicar a invenção na construção civil. Mas a equipe resolveu começar com algo mais simples. Assim surgiu a PizzaGAN, uma rede neural do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT capaz de, a partir da imagem de uma pizza, determinar quais ingredientes foram usados, suas quantidades e qual a ordem de montagem do produto.

O uso de IA em pizzas, porém, não está restrito a laboratórios. Na Califórnia, a Zume Pizza prepara pizzas dentro de vans, a caminho da casa do cliente. De acordo com a empresa, o robô Zume abre a massa em nove segundos, em vez dos usuais 45 segundos. Os robôs Pepe e Giorgio despejam o molho. O robô Marta fica responsável pelas coberturas. Bruno e Vincenzo movem os discos para dentro e para fora do forno. Algoritmos combinados com sensores de temperatura ajudam a garantir o ponto de cozimento. Uma solução de machine learning analisa os dados dos pedidos, estimando quantos ingredientes são necessários para armazenar em cada van, evitando o desperdício, enquanto outros algoritmos coordenam o tempo de preparo com a rota de entrega.

Chefs robôs também fazem sucesso no The Creator, restaurante de hambúrgueres em San Francisco, nos EUA. Eles produzem120 hambúrgueres por hora, cuidando de tudo: moer a carne, moldar os hambúrgueres, fatiar tomates, ralar queijo e colocar mostarda. Cada hambúrguer pode ser personalizado com diferentes molhos, queijos e coberturas, enquanto uma variedade de sensores monitora a carne, grelhada com alta precisão. Os próprios robôs são controlados por um algoritmo que usa as informações de 11 sensores térmicos para garantir o “ponto” que o cliente pediu. Todo o processo demora cinco minutos.

Fora do circuito alimentício, a IA também avança. No Mobile World Congress (MWC) 2019, a Oral-B surpreendeu com o lançamento da escova de dentes elétrica Oral-B Genius X. O dispositivo foi desenvolvido com a ajuda de dentistas e combina o conhecimento de milhares de comportamentos de escovação bucal. A Genius X tem sensores programados com algoritmos que registram como e por quanto tempo a pessoa escova os dentes. Além disso, uma conexão bluetooth aciona um aplicativo que avalia a qualidade da escovação. A Oral-B Genius X é carregada por USB e seu carregador também pode ser usado no celular.

No Brasil, um case no setor de perfumes. As fragrâncias Egeo On You e Egeo On Me, do Boticário, foram criadas a partir do sistema de IA Phylira, desenvolvido pela IBM em parceria com a alemã Symrise. O sistema recebeu milhões de dados sobre fórmulas de perfume, possíveis componentes, a história da perfumaria e taxas de aceitação e rejeição dos consumidores da marca. Do cruzamento dessas informações, surgiram as duas novas fragrâncias, com toques de frutas, flores, especiarias, caramelo e até leite condensado.

Estes são apenas pequenos exemplos de como a IA já está presente em nossas vidas. Boas referências para pensarmos que, assim como a inteligência humana, poderá ser usada em absolutamente tudo o que rege o funcionamento do planeta. Resta saber em quanto tempo.

BigData Corp

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